| Portanto, vigiai, pois não sabeis... |
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Comentário sobre a Palavra de Vida:
Jesus acaba de sair do Templo. Os discípulos fazem-lhe observar com orgulho a imponência e a beleza da edificação. E Jesus: “Não estais vendo tudo isto? Em verdade vos digo: não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído!” (Mt 24,2). Depois Ele sobe ao Monte das Oliveiras, senta-se e, olhando para Jerusalém, que está diante Dele, começa a falar da destruição da cidade e do fim do mundo. Então os discípulos perguntam-lhe como ocorrerá o fim do mundo e quando haverá de chegar. É uma questão que se colocaram também as gerações cristãs seguintes, questão que todo ser humano se coloca. Realmente, o futuro é misterioso e muitas vezes incute medo. Também hoje há os que consultam os cartomantes e leem o horóscopo, para saber como será o futuro, o que acontecerá... A resposta de Jesus é límpida: o fim dos tempos coincide com a chegada Dele. Ele, Senhor da História, voltará. É Ele o ponto luminoso do nosso futuro.
Com essas palavras, Jesus lembra primeiramente que Ele virá. A nossa vida na terra terminará e começará uma vida nova, que não terá mais fim. Hoje, ninguém quer falar da morte... Às vezes as pessoas fazem de tudo para se distrair, mergulhando completamente nas ocupações do dia a dia, chegando até a esquecer Aquele que nos deu a vida e que nos haverá de pedi-la para introduzir-nos na plenitude da vida, na comunhão com o seu Pai, no Paraíso.
Mas, vigiar de que modo? Primeiramente, como sabemos, quem ama vigia bem. Sabe disso a mulher que fica à espera do marido que trabalha até tarde ou que volta de uma viagem distante; sabe disso a mãe preocupada com o filho que ainda não voltou para casa; sabe disso o namorado que não vê a hora de se encontrar com a namorada... Quem ama sabe esperar, mesmo quando o outro demora a chegar.
Justamente por não sabermos nem o dia, nem a hora da sua chegada, podemos concentrar-nos mais facilmente no instante que nos é dado, nas preocupações do dia, no momento presente que a Providência nos oferece para viver.
Chiara Lubich |
| Seg, 31 de Outubro de 2011 12:00 |








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