Marino (Palaghiaccio), 10 de maio de 1997
Olá Chiara! Eu sou Elisa, dos Estados Unidos.
“No meu bairro a tendência das pessoas é fechar-se em si mesmas, não param para conversar com os outros e vivem num grande individualismo. Os nossos pais nos disseram que não era assim quando eram jovens. O que causa tudo isso? O que nós, jovens, podemos fazer nos nossos bairros e no mundo, para que as pessoas vivam realmente unidas?”
Chiara: Eu digo que vocês devem levar adiante aquela revolução de amor que já fazem e que aqui expõem com as palavras, as danças e as experiências de vocês.
Naturalmente, essa revolução possui um amor um pouco especial, pois tem certas qualidades. Por exemplo, é preciso amar a todos. Portanto, para vocês não existe o feio, o bonito, o branco, o preto, o grande, o pequeno. Vocês devem amar todas as pessoas que contatam: em casa, na escola, todos, todos, todos.
Uma segunda qualidade desse amor é que os leva a ser os primeiros a amar. Não esperem ser amados, mas tomem a iniciativa no amor e amem inclusive quem não ama vocês, quem os odeia. Vocês devem amar sempre, pois esse amor é forte.
Se vocês fizerem assim... Se vocês agirem assim, muitos ficarão admirados e comentarão: "Esse rapaz chama atenção! É diferente dos outros. Por que ele ama sempre? Por que ama a todos? Por que é o primeiro a amar?" e se interessarão. Depois, pedirão explicações, que vocês darão e eles vão querer viver como vocês. Desse modo esta revolução de amor se expandirá cada vez mais, cada vez mais. ( ... )
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