Caríssimos gen,
Volta, como uma suave poesia, a festa do Natal.
Nestes dias, como há séculos, são trocadas felicitações; e a paz, que os anjos anunciaram então, volta a reinar – talvez por poucos instantes – inclusive nos rostos de homens que jamais a conheceram.
Também eu quero lhes desejar algo que realmente lhes agrade e que sobretuo seja desejado por Aquele que guia os nossos passos e conhece o que é bom para nós.
É isso que eu desejo: que a nossa vida seja um contínuo Natal, solenizado no segredo dos corações e na íntima fraternidade que haverá de se espalhar cada vez mais até alcançar, quando  Deus quiser, os confins da Terra: “até que todos sejam um”.

Nós estamos ligados, em virtude do nosso Ideal, por um vínculo muito forte; o mais forte, parece-nos, que possa existir entre os cristãos.
Queremos caminhar para Deus, unidos entre nós, transformados no seu último desejo vivo, no qual encontramos não só o nosso caminho específico para nos tornarmos santos, mas um modo de santificar e reconsagrar o mundo desconsagrado pelo ódio e pelos inumeráveis males nele existentes.Nós queremos que Cristo triunfe entre nós, para que um dia Cristo seja a expressão única e mais genuína da nossa sociedade.
E não só Cristo cada vez mais esplêndido em seu vigário, sempre mais amado e compreendido, não só Cristo que vive em muitas divinas maneiras na sua Igreja, mas também Cristo misticamente presente entre nós, nós simples número de homens na massa popular cristã, mas olhados por Deus, um a um e juntos, porque capazes com a sua graça de fazer algo para a sua glória.Com efeito, nós temos, se quisermos, um poder desconhecido pela maioria: seguindo e imitando Maria, embora grande porque Imaculada, mas sempre nossa mãe e portanto próxima de nós, podemos dar à luz, no coração da sociedade, Cristo Jesus.
Ele o disse. E nele cremos, o meio é o nosso coração, ou melhor, o amor cristão recíproco que, se tiver os requisitos exigidos por Jesus, terá como consequência a sublime, a maravilhosa realidade da nossa fé: “Eu estou no meio deles”.
E os requisitos, pensando bem, não são muitos, mas também não são poucos.
São tudo aquilo que somos e temos, porque Deus quer a nossa unidade sempre viva.
Se ela existe, mesmo no estábulo em que às vezes se reduz a nossa sociedade, se nós nos amamos, Cristo está no nosso meio e o Natal se perpetua, se multiplica.
E onde há um Natal, ali está Maria e Jesus.
Nós, unidos, devemos repetir juntos o mistério de Maria que doa Cristo: Cristo no nosso meio por milagre divino.
E Tu, Jesus, vem entre nós, fica entre nós.
Uma vez os “teus” não Te receberam. Nós gostaríamos, na medida do possível, de reparar isso. Vivemos somente para Te acolher, Te possuir, para sermos não nós, mas Tu; para Te ajudar a compor aqui na Terra a cidade nova, a cidade de Deus.

Chiara Lubich

Do livro “AOS gen”, Editoria cidade Nova, pág 137

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